quarta-feira, setembro 28, 2005

«Esperança», SEMPRE !

Esperança:
isto de sonhar bom para diante
eu fi-lo perfeitamente,
Para diante de tudo foi bom
bom de verdade
bem feito de sonho
podia segui-lo como realidade

Esperança:
isto de sonhar bom para diante
eu sei-o de cor.
Até reparo que tenho só esperança
nada mais do que esperança
pura esperança
esperança verdadeira
que engana
e promete
e só promete.

Esperança:
pobre mãe louca
que quer pôr o filho morto de pé?
Esperança
único que eu tenho
não me deixes sem nada
promete
engana
engano que seja
engana
não me deixes sozinho
esperança.

José de Almada Negreiros

9 Comments:

Anonymous Maria do Céu Costa said...

Agradavel selecção postado do Almada Negreiros. Gostei de ler. Cumprimentos.

quarta-feira, setembro 28, 2005 10:33:00 da tarde  
Blogger amie said...

haja esperança!:)
tb gosto de A.Negreiros!

quinta-feira, setembro 29, 2005 10:13:00 da manhã  
Blogger musqueteira said...

Viva Pedro Estácio,
A esperança...de Almada;)afinal todos os pintores são poetas...e, nem todos os poetas são pintores;)Ora...lá sei do que falo:)

quinta-feira, setembro 29, 2005 4:47:00 da tarde  
Anonymous jezbell said...

Bela escolha, subscrevo.
Sim, sou a Jezbell, agora sem "abordagens". Continuo a visitar a blogosfera, mas acabei com o meu blog, pois não tenho disponibilidade para cumprir com a regularidade que entendo ser necessária nestas coisas.
Fique bem. Obrigada por todas as visitas. Até sempre!

quinta-feira, setembro 29, 2005 7:44:00 da tarde  
Blogger Nina said...

Viver sem esperança é morrer.

este poema é lindo :)

beijinhooo

quinta-feira, setembro 29, 2005 8:43:00 da tarde  
Blogger Pedro Estácio said...

Maria do Céu Costa : Obrigada pela visita e volte sempre!
Prometo mais poemas do Almada Negreiros (poeta que MUITO aprecio) e outras coisas +++

Amie: Ora ainda bem! O Almada é um personagem FANTÁSTICO, para além de pintor, poeta, romancista e outras coisa mais!

Musqueteira : Ora Viva! Hum, uma poetisa e pintora, sem dúvida!

Jezbell: Então por onde tem andado? Já fui, um sem número de vezes visitar as "Abordagens" e elas saíram da Blogosfera! É pena! :(
Ainda assim, venha pelo menos à janela de vez em quando! Tenho dito.. PIM!

Nina: Ainda bem que gostaste... Bjo


A todos : VIVA O ALMADA NEGREIROS, poeta , futurista e T U D O!
P I M!

quinta-feira, setembro 29, 2005 9:11:00 da tarde  
Blogger Rita said...

... não me deixes sozinho, esperança.

Seríamos capazes de viver sem a Utopia?

Lindo!

quinta-feira, setembro 29, 2005 10:39:00 da tarde  
Blogger A.J.Faria said...

Ah,grande Pedro!
O que seria de nós sem a esperança?
Digo mais, o que seria de nós se não tivessemos esta "janela sobre o mar" para respirar poemas tão puros como este?
Bem, basta de interrogações, e deixa-me elogiar-te pelo excelente post!
Um abraço,

quinta-feira, setembro 29, 2005 11:04:00 da tarde  
Blogger Gabi said...

Belo poema.
É verdade que não podemos viver sem esperança, sem crer no dia de amanhã, mas também não é menos verdade que, por vezes, já não podemos viver com «aquela» esperança, aquela estúpida vozinha que teima em continuar a zumbir-nos aos ouvidos aquilo que, racionalmente, sabemos não se concretizará.

«não me deixes sem nada
promete
engana
engano que seja
engana
não me deixes sozinho»

É isso, ela engana muitas vezes....e, por vezes, we have to let i go, e abraçar uma nova esperança :)

quarta-feira, outubro 05, 2005 3:27:00 da tarde  

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